ORDEM DOS ADVOGADOS DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE
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.....Quatro advogados foram investidos esta semana pelo Ministro da Justiça de São Tomé Príncipe Justino Veiga, com a missão de instalar o mais breve possível a ordem dos advogados de São Tomé e Príncipe.
O órgão que para além de defender os interesses dos advogados, promove os valores éticos e morais no seio da classe, é considerado como um braço importante que faz falta a administração da justiça em São Tomé e Príncipe.
Presidida pelo jurista Edmar Carvalho, a comissão instaladora da ordem dos advogados de São Tomé e Príncipe, conta com o concurso de mais três juristas nomeadamente do antigo Ministro da Justiça e também ex-Primeiro Ministro, Gabriel Costa, do jurista Aristides Salvaterra e Celisa Deus Lima.
Numa altura em que muitos agentes judiciais considerados como advogados, são acusados pelos seus próprios clientes de práticas corruptas e outros males, os preparativos para o nascimento da Ordem dos Advogados, assume grande interesse. O órgão fundamental para a administração da justiça, para além de defender os interesses da classe, também ajuda a punir os advogados corruptos. Para o caso são-tomense a ordem vai permitir, separar o trigo do joio. «Esta comissão vai fazer tudo para que efectivamente aquilo que está na lei possa vir a ter implementação na prática. Para o governo, é algo muito importante porque era um braço que se fazia sentir na administração da justiça», afirmou o Ministro da Justiça e Assuntos Parlamentares quando dava posse a comissão instaladora da ordem dos advogados.
O jurista Edmar Carvalho, que preside a comissão, considerou a possibilidade que se abre como contributo importante na afirmação do estado de direito democrático. «É uma instituição que faz falta ao panorama da justiça são-tomense, por um lado, e por outro vai permitir que empenhemo-nos no reforço do estado de direito e da justiça em São Tomé e Príncipe», sublinhou.
Apesar da ganância pelo dinheiro e o lucro, dominar a actualidade nacional, pensa-se que a ordem dos advogados, venha a ter importante papel social, permitindo que os cidadãos mais pobres, tenham possibilidade de defesa nos tribunais.
Téla Nón, 24/02/2007
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